O que vi em Santa Teresa

Bairro histórico do Rio de Janeiro, Santa Teresa é cheio de graça, histórias, casarões e vista para o Centro e Zona Sul da cidade. 


Semana passada fui conhecer o bairro que surgiu do convento de mesmo nome, no século XVIII. Posso dizer que Santa Teresa tem um clima diferente: sua história, ainda escrita nos casarões inspirados na arquitetura francesa, nos paralelepípedos e nos trilhos do bondinho – que está de volta – te faz viajar no tempo. Além desses pontos positivos, a insegurança de caminhar por ruas desertas e cheias de alertas de assalto fez com que o passeio perdesse um pouco o encanto, infelizmente.

COMO CHEGAR

Eu desconhecia, mas o bairro faz divisa com diversos outros, como Glória, Lapa, Cosme Velho e Alto da Boa Vista. Pelo caminho da Lapa, subi pelos 250 degraus da Escadaria Selarón, que na década de 90 ganhou um enorme mosaico de azulejos coloridos e dos mais diversos países pelas mãos do artista de mesmo nome. É algo que você precisa conhecer pelo menos uma vez na vida. Mas, como todo ponto turístico, é cheio. Portanto, você vai precisar revezar pra conhecer os detalhes e tirar suas fotos.

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Escadaria Selarón e poema de Augusto Gil

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Declaração de José Selarón na escadaria que levou seu nome

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A escadaria conta com azulejos de mais de 60 países

Apesar de bonita, seu arredor não é um dos locais mais seguros, como alertado por um trabalhador do bairro, principalmente durante o dia, em que os bares não estão funcionando e o movimento é fraco. Então, fique atento. Outra opção de chegada é pelo Bondinho, com saída do Largo da Carioca até o Largo dos Guimarães. Segundo o site do Visit.rio a passagem de ida e volta custa R$ 20,00. Entretanto, fui embora com ele sem pagar nada. Perguntei a um funcionário que informou o custo zero e foi isso. Então, não consegui entender realmente como funciona.


Escadaria Selarón

Rua Joaquim Silva, S/N – Centro – Rio de Janeiro

Estação do Largo da Carioca – Bondinho

Rua Lélio Gama, 2 – Centro – Rio de Janeiro


AS LADEIRAS

Olha, Santa Teresa fica bem lá no alto, tem ladeiras íngremes e paralelepípedo. Isso, somado ao calor do Rio resulta em cansaço. Logo, vá preparado com tênis, protetor solar, garrafa d’água e disposição.

QUERO MORAR EM ST. TERESA

Se você também ama arquitetura antiga, casarões, portões de madeira, muros e azulejos coloridos, lá é seu lugar. O clima bucólico me transportou pra uma cidade bem diferente da agitada do dia a dia.

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Casa fofa em Santa Teresa

PARQUE DAS RUÍNAS

Ou Centro Cultural Parque das Ruínas é o antigo casarão de Laurinda Santos Lobo, ponto de encontro do modernismo brasileiro. Hoje, em meio as paredes de pedra e vidro e do mirante para a Baía de Guanabara, Centro e Zona Sul do Rio, o lugar tem peças de teatro, sala de exposição, circo e música.

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A mistura do antigo e do moderno no Parque das Ruínas

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Mirante do Parque das Ruínas

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Vista do Parque das Ruínas

Nesse dia estava rolando a Santa Mix, uma feira multicultural de bazar, moda, cervejas artesanais e um som bem bacana. Por isso, o Parque estava bem agitado.

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Stand de bazar na Santa Mix

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Feira Santa Mix

Logo ao lado era possível visitar o Museu da Chácara do Céu e seu acervo de arte e mobiliário. A visitação acontece todos os dias, exceto às terças, de 12h às 17h. Ah, a entrada são simbólicos R$ 2,00, exceto às quartas, em que a entrada é franca. Pra ser bem sincera não me interessei em visitar a casa, mas vou te dizer que o jardim do lado de fora é uma coisa linda que só! Tem uma área verde bem grande e até um laguinho.  Bem convidativo pra um piquenique (não sei se é proibido).

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Jardim do Museu da Chácara do Céu

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Vista do Museu da Chácara do Céu para os Arcos da Lapa e Centro do Rio


Parque das Ruínas

Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa – Rio de Janeiro

Museu da Chácara do Céu

Rua Murtinho Nobre, 93 – Santa Teresa – Rio de Janeiro


O CAMINHO

Do Parque até o Largo dos Guimarães, onde ficam alguns bares e restaurantes mais conhecidos de Santa, não são nem 15 minutos de caminhada. Mas foi nesse percurso que me senti mais insegura – diversos avisos colados nos postes e paredes alertando quanto aos assaltos. Não aconteceu nada, mas é bom ficar atento. Antes de chegar no Largo, na rua Almirante Alexandrino, você também encontra alguns ateliês com artesanato local. Não vou negar que o preço é alto, como toda loja do tipo, mas têm presentes bem bonitos.

O QUE TEM PRA COMER?

A escolha pra comer foi o Bar do Mineiro, por ser um dos mais famosos do bairro. Desculpa desapontar novamente, mas me decepcionei. O point basicamente é um restaurante bem antigo e movimentado – diferente dos outros restaurantes da rua que estavam mais vazios – e uma decoração meio louca: vários quadros, objetos de decoração e até bonecos assustadores. Até aí tudo bem bacana. O preço da cerveja também era ok, mas a comida era muito cara para o que foi servido. O forte do bar é a feijoada, mas como não como carne, escolhi uma porção de pastéis. Vinham 18 unidades por um preço alto, tamanho muito pequeno e alguns até sem recheio. Aí não dá né? Fui embora bem chateada.


Bar do Mineiro

Rua Paschoal Carlos Magno, 99 – Santa Teresa – Rio de Janeiro


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Bar do Mineiro – Restaurante tradicional de Santa Teresa

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Decoração do Bar do Mineiro

O BONDINHO

Minha parte preferida desse passeio foi o fim. Sim, mas por causa do bondinho. O transporte passa de 20 em 20 minutos (mas demorou um pouco mais do que isso) e para em pontos determinados. O funcionamento é de segunda a sexta, das 6h30 às 16h15 e aos sábados de 10h às 18h. Peguei ali mesmo no Largo, ao lado do Cine Santa Teresa. E como disse no começo, ninguém pagou para andar.

Foi uma delícia sentir o vento no rosto descendo as ladeiras do bairro e imaginar como era na época em que o bonde era o único meio de transporte do local. Passar por cima dos Arcos da Lapa também foi uma experiência única. São 15 minutos que valem toda a viagem.


Cine Santa Teresa

Rua Paschoal Carlos Magno, 136 – Santa Teresa – Rio de Janeiro


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Blog Navê em Santa Teresa

Me conta sua versão de Santa Teresa na #BlogNavê!

Todas as fotos do post são da Thamires

6 comentários sobre “O que vi em Santa Teresa

  1. Kellen Xavier disse:

    Informações mega úteis! Amei! Só me entristeci com a experiência ruim com o Bar do Mineiro… adoro aquilo lá! Mas realmente não tem opções boas sem carne… o bom é a feijoada… os pasteizinhos de feijoada… as carninhas gordurosas…
    Realmente o preço é salgadinho, mas faz o passeio valer a pena ❤️

    Curtido por 1 pessoa

  2. Tayara disse:

    Que delícia de lugar, tão aconchegante! Simples sem deixar de ser nobre, histórico sem deixar de ser moderno.
    Seu post só aumentou meu desejo de conhecer este nosso Rio.
    Obrigda por isso,
    Bjos

    Curtido por 1 pessoa

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